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Os juros simples são a forma mais elementar de calcular a remuneração de um capital emprestado ou investido. Ao contrário dos juros compostos, que crescem de forma exponencial porque incidem também sobre os juros já ganhos, os juros simples aplicam-se sempre e apenas sobre o capital inicial. Esta característica torna-os mais fáceis de calcular e de compreender, mas também menos vantajosos para o investidor a longo prazo. A fórmula é directa: juros iguais ao capital multiplicado pela taxa e pelo tempo. Se emprestar 1.000€ a 10% ao ano durante 5 anos em regime de juros simples, receberá 500€ de juros no final. Em juros compostos, receberia cerca de 610€ no mesmo período. A diferença cresce dramaticamente com o tempo. Apesar disso, os juros simples continuam a ser amplamente utilizados em contextos específicos. Muitos empréstimos de curto prazo, notas promissórias, adiantamentos comerciais e algumas operações bancárias utilizam este regime. Também é o modelo típico dos juros de mora sobre facturas em atraso. Do ponto de vista do consumidor, os juros simples são geralmente preferíveis quando se está a pagar — pagam-se menos juros do que num regime composto equivalente. Do ponto de vista do investidor, são desvantajosos quando se está a receber, por não permitirem o efeito de acumulação. Ao contratar qualquer produto financeiro, verifique sempre se a taxa apresentada corresponde a juros simples ou compostos e qual o período de referência. Uma taxa mensal de 2% em regime simples equivale a 24% ao ano, mas em regime composto ultrapassa os 26,8%. Estas diferenças, aparentemente pequenas, podem representar montantes significativos em contratos de longa duração. Utilize esta calculadora para simular rapidamente qualquer operação de juros simples, verificar o custo real de um empréstimo ou comparar propostas antes de decidir.